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Você está aplicando as boas práticas do GDPR na automação de marketing? Ah, espera um pouquinho… ainda não sabe o que significa essa sigla? Então, acompanhe esse texto e fique por dentro do assunto.

Sigla em inglês para General Data Protection Regulation (Regulamento Geral de Proteção de Dados – em bom português), GDPR é uma lei europeia que visa proteger os dados pessoais de todos os cidadão da União Europeia na internet. Após muitos anos em debate, a nova legislação entrou em vigor no fim de maio deste ano.

Ao criarem a lei, as autoridades estavam local estavam preocupadas com a questão de privacidade dos usuários. Isso porque a maioria dos sites utiliza os dados passados e gerados pelas pessoas para fazer uma série de atividades – inclusive, vendê-los para terceiros.

Por mais que a legislação proteja apenas os usuários que moram nos países que fazem parte da União Europeia, empresas do mundo todo estão olhando para suas normas. Afinal de contas, é bem provável que essa lei se estenda para todos os países.

Vá que ela desembarque no Brasil logo logo… por isso, recomenda-se começar a aplicar o GDPR na automação de marketing. Ao fazer isso, você se antecipa a uma tendência e, de quebra, conquista a confiança de seu público-alvo e persona.

Por que o GDPR veio para ficar?

O tema de privacidade dos usuários na internet vem ganhando repercussão mundial após diversos escândalos relatados. Veja alguns casos:

1. Dados vazados no Facebook

Logo que se cadastrou no Facebook, você forneceu alguns de seus dados pessoais, como nome completo, email ou celular e data de nascimento. E, seja sincero, você nem se deu o trabalho de ler a interminável lista de termos de uso e política de privacidade da rede social, né? Entendemos… afinal de contas, são mais de 14 mil(!) palavras.

De forma resumida, podemos falar que você vendeu sua alma para a plataforma. Isso porque ela não só armazena seus dados fornecidos no cadastro, como também registra todas as suas atividades.

Para se ter ideia, uma simples curtida já é o suficiente para a rede social obter suas informações. Ele até consegue ler as mensagens SMS de usuários que utilizam aparelhos Android! Sim, o Facebook sabe muito mais sobre você do que você consegue imaginar.

Tanto é assim que estudo da Universidade Harvard afirma que a plataforma é reprovada em 22 das 33 medidas estabelecidas pelo documento dos Direitos de Privacidade do usuário. Em uma escala de 0 (zero) a 5 pontos, o Facebook recebeu pontuação mínima em diversos critérios, uma vez que ela não descrevia exatamente o que faz com os cookies e tampouco revela quais são as circunstâncias em que ela repassava os dados dos usuários a terceiros.

A situação piorou e ficou mais evidente quando o próprio Facebook revelou que dados de 87 milhões de usuários foram vazados de maneira imprópria para a consultoria Cambridge Analytica. Desse total, mais de 440 mil perfis eram de brasileiros.

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O escândalo foi tão grande que o dono do Facebook, Mark Zuckerberg, teve de dar explicações sobre o episódio no Senado norte-americano.

2. Problemas com empresas brasileiras

Não é só nas redes sociais que isso acontece. Os usuários deixam rastros em todos os sites que acessam. Informações sensíveis, como número do cartão de crédito, estão armazenadas em plataformas de e-commerce, por exemplo.

Aliás, infelizmente, há muitos episódios de vazamento de dados envolvendo empresas brasileiras também. Essas empresas se viram obrigadas a mudar suas políticas de privacidade de dados para contornar a situação.

Conheça os principais pontos do GDPR

A grosso modo, o GDPR determina que as empresas que utilizem os dados de usuários de forma transparente. Então, se você capta informações com fins comerciais, é preciso deixar sua intenção bem clara ao usuário.

Essa legislação se aplica para todos os tamanhos de empresas, de pequeno porte a multinacionais. Quem não cumprir a nova legislação pode pagar até 20 milhões de euros aos indenizados. É mole?

Como se trata de uma legislação bem complexa, resolver abordar os principais pontos do GDPR abaixo. Confira:

Direito ao acesso: qualquer usuário tem o direito de saber onde seus dados serão usados e por quais motivos. Inclusive, eles podem solicitar uma cópia, gratuita, em formato eletrônico. Isso não se resume apenas aos dados fornecidos, mas também os gerados pela navegação.

Então, quando utiliza os recursos de Lead Tracking e Lead Scoring, você registra todo o histórico de ações do usuário. As informações ficam armazenadas como mostra a imagem abaixo.

GDPR na automação de marketing lead scoring

Veja: caso o usuário queira ter acesso às informações dele que você tem armazenadas, é sua obrigação repassá-las.

Exclusão de informações: Se o usuário quiser ser removido da sua lista de contatos ou excluído definitivamente, deve ser atendido. Sem pegadinhas ou enganação.

Notificação de falha: qualquer falha com os dados administrados por você precisa ser comunicada ao dono das informações e aos reguladores de dados.

Privacidade: as informações coletas são privadas.

Gerenciamento por fornecedores: todos que lidarem com os dados devem manter um registro detalhado das atividades de processamento.

Uso restrito: não tente captar informações que você não vai usar. Nem mesmo para usar no futuro. Só peça o que precisa e dor utilizar.

Transparência: deixe claro para que você vai usar essas informações e mantenha a política de privacidade do seu site sempre atualizada.

Portabilidade: é direito do usuário solicitar a portabilidade de dados para outra empresa.

Revogação: a solicitação da revogação dos dados de um servidor é permitida. Você teria um mês para entregar tudo de forma estruturada ao cliente.

 

 

Por que aplicar o GDPR na automação de marketing e no seu site agora mesmo?

Engana-se quem pensa que apenas as empresas europeias estão sujeitas à aplicação da lei. Qualquer empresa do mundo que tenha dados de cidadãos europeus deve se adequar as novas regras.

Como não existe fronteiras na internet, é possível visitar sites de empresas do mundo inteiro. Inclusive, o nosso site costuma receber alguns acessos de usuários de Portugal. Dessa forma, já começamos a adotar as boas práticas estabelecidas pelo GDPR.

GDPR na automação de marketing boas práticas

Então, quando um usuário acessa o nosso site ou uma de nossas landing pages, ele se depara com o aviso destacado. Nele, é possível acessar facilmente a nossa Política de Privacidade.

Vale destacar que as gigantes do mercado, como Facebook, Twitter, Google e Spotify, também já se adaptaram às novas regras. De forma indireta, isso melhora a experiência de todos os usuários.

Por outro lado, nem todas as empresas estão preparadas para essa mudança. De acordo com pesquisa da Commvault, apenas 12% das empresas nacionais estão prontas para as novas regras da lei.

Passos para aplicar as boas práticas do GDPR na automação de marketing

Em primeiro lugar, sabemos que todo planejamento de marketing digital tem início na captação de leads. Antes de fazerem uma oferta de um produto ou serviço, as empresas costumam solicitar alguns dados de potenciais clientes, como nome completo, email e telefone.

Com essas informações em mãos, elas tentam estreitar seu relacionamento por meio de campanhas personalizadas de email marketing. À medida que há interações entre leads e as ações de marketing das empresas, novos dados são gerados. Nisso, as empresas conseguem saber qual é o melhor momento para fazer uma abordagem comercial.

Veja, na automação de marketing desenhamos estratégias de acordo com as informações fornecidas e geradas pelos usuários. Por esse motivo, é fundamental que você comece aplicar essas boas práticas de privacidade nesse momento.

Para ajudá-lo, o ville Target adaptou a plataforma para que você não tenha problemas em aplicar o GDPR na automação de marketing.

1. Criação de landing page de captura

Quando for criar uma landing page grátis na nossa plataforma, é possível editar o formulário de modo que se possa incluir – e destacar – a sua Política de Privacidade abaixo do campo de cadastro.

GDPR na automação de marketing landing page política de privacidade

Ao adicionar o check de Política de Privacidade, você estabelece, logo de cara, um relacionamento transparente do seu uso de dados. Aqui, vale reforçar que o Política de Privacidade deve ser um texto enxuto e bem objetivo. Dessa forma, não há como o usuário deixar de ler, né?

2. Descadastramento na lista de emails

Por padrão, o ville Target disponibiliza um link para o descadastramento no email marketing em seus modelos de templates prontos. Aliás, a nossa plataforma só importa templates que também tenham essa funcionalidade.

Assim, todas as mensagens que você encaminha para a sua base de contatos têm um link visível para que o usuário cancele sua inscrição para não receber mais suas campanhas. Aqui, é interessante que você tente entender o motivo para o cancelamento. Pode ser uma enquete rápida, como a da imagem abaixo.

GDPR na automação de marketing descadastramento de email marketing

Olha que legal. Além de ser transparente com os seus contatos e tirá-los da lista quando eles quiserem, você ainda recebe um ótimo feedback. Por exemplo, se ele assinalar a opção “Recebo emails com muita frequência” para justificar o cancelamento, é preciso rever sua estratégia de frequência de envio de email marketing.

Então, chegamos à conclusão que aplicar o GDPR na automação de marketing não traz benefícios apenas para os usuários, mas também para a sua própria empresa. Além de passar uma imagem transparente, você consegue tirar ótimos insights a partir do feedback de seus leads e, dessa forma, construir campanhas mais assertivas no futuro.

Gostou? Então, cadastre-se agora mesmo e comece a impulsionar seu negócio de maneira transparente! Boa sorte!

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